Os Grandes Projetos Industriais fazem parte de uma estratégia moderna de desenvolvimento, onde a industrialização seria “o caminho natural” para os todos os países do globo, cabendo aos países do Norte, proprietários da tecnologia exportá-la, em forma de plantas industriais poluidoras.  

Este modelo de industrialização foi complementado no Brasil com um plano de substituição das importações. Entre as décadas de 1990 e 2000 o país oscila entre desmonte e tentativa de reestruturação de seu parque industrial e estratégias de pesquisa e desenvolvimento na área industrial. Atualmente, o modelo neoextrativista baseado em commodities se completa com as indústrias de transformação, destacando-se o setor minero-metalúrgico. 

Na Amazônia, os Grandes Projetos Industriais são grandes empresas ou plantas industriais com tecnologia importada e gestão centralizada fora da região. Utilizam certificações internacionais para transitar suas mercadorias, mas nos locais onde estão instaladas produzem danos, riscos e conflitos socioambientais. São exemplos de GPI: os Distritos Industriais; Plantas Industriais de grandes projetos de mineração; grandes unidades de transformação dos monocultivos e produtos agropecuários.