Grupo de Pesquisa

O grupo de pesquisa sobre os Grande Projetos na Amazônia (GPA) está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Naturais e Desenvolvimento Local na Amazônia (PPGEDAM) do Núcleo de Ambiente (NUMA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Possui em sua composição um corpo docente e discente de variada formação acadêmica, o que permite exercitar a prática interdisciplinar.

Os danos, riscos e conflitos socioambientais tanto na sua dimensão urbana quanto em escala regional são analisados sob uma perspectiva crítica. Discute-se a relação entre recursos naturais e desenvolvimento local com enfoque na gestão ambiental.

O objetivo é compreender criticamente os grandes projetos na região amazônica. Para tal o grupo atua no campo da teoria crítica numa perspectiva interdisciplinar envolvendo áreas do conhecimento como Ciências Humanas, Biológicas, Exatas e Naturais, além do diálogo com o saber tradicional (diálogo de saberes).

As linhas de trabalho do GPA articulam produção teórica, análise crítica e pesquisa empírica voltadas à compreensão das transformações socioambientais contemporâneas, com atenção especial aos territórios amazônicos e urbanos. O grupo parte de uma abordagem interdisciplinar, ancorada na Ecologia Política, para analisar as relações entre Estado, capital, natureza e sociedade.

A linha de Análise crítica dos Grandes Projetos concentra-se na investigação dos danos e riscos socioambientais, conflitos e assimetrias de poder associados a grandes empreendimentos de mineração, energia, logística, agronegócio, infraestrutura urbana e outras modalidades de intervenção territorial. Por meio de estudos de caso, a linha examina processos de apropriação do território, produção de riscos, distribuição desigual de danos e os mecanismos institucionais que sustentam esses projetos.

A linha de Conflitos socioambientais e Resistências analisa as disputas em torno do uso e do controle dos territórios, com foco nas formas de mobilização, organização e resistência protagonizadas por movimentos sociais, povos indígenas, comunidades tradicionais, juventudes e coletivos ambientais. Essa linha busca compreender tanto os conflitos socioambientais em si quanto as estratégias políticas, jurídicas e simbólicas que emergem dessas lutas, evidenciando a produção de conhecimentos e práticas contra-hegemônicas.

Por fim, a linha de Alternativas socioecológicas dedica-se ao estudo de experiências territoriais que apontam para outras formas de organização da vida social, arranjos locais e iniciativas de gestão coletiva dos bens comuns. Além do mapeamento e análise dessas experiências, a linha vem incorporando o aprofundamento teórico sobre alternativas ao desenvolvimento hegemônico, justiça socioambiental e transições socioecológicas.